Sobre papéis

Depois de dias intensos, longos, dor no corpo, exaustão e muito comprometimento e dedicação, saio do universo paralelo num domingo de outono de lua crescente. Chorando de gratidão e libertação. Chorando porque nem eu sei como me sentir nessas realizações tão grandes e significativas. Agradecendo a minha coragem e empenho e o apoio de todos.

Eu segurei o diploma e me emocionei porque eu tinha algo pra mim. Meu. Eu. Uma carreira, um trabalho, um propósito. Minhas escolhas, meus valores. Um diploma de Professional Life Coach.

Pode parecer que é um inicio do zero. O fôlego é. Os desafios também. Mas a jornada não. É a integração de experiências, competências e talentos que desenvolvo, vivo e sou desde sempre. Acho que, finalmente posso responder o que quero ser quando crescer e entender o que isso significa. (precisei crescer um monte hahahah). Porque sempre ecoou, além de cargos deslocados e papéis desempenhados, que eu só quero ser myself. Aqui estou, nessa que é uma jornada de aprendizagem e desenvolvimento, uma espiral positiva.

Sempre fui muito estudiosa, nota 10 e super nerds. (nerds do fundão!) Eu gosto de estudar de verdade. Mas vivi muitos anos achando que isso não servia pra nada. Eu tinha até vergonha.

A maior conclusão positiva que tinha e que me ajudou foi a de que eu aprendo rápido. Qualquer coisa que me dedique. Foram tantas coisas, sempre me adaptei a e já deletei muita coisa que já não servem mais do meu pequeno HD cerebral. Nesse todo tempo, aprendi e assimilei habilidades e competências hj também incorporados no meu modo de trabalhar.

Mas ai um dia eu descobri que ser estudiosa era um talento meu. Grande bosta, pensei. Acho que chorei em posição fetal por uns dois dias. PQP descubro meu talento e é algo que não serve pra nada.
Mas graças a um processo de autoconhecimento e empoderamento que sou profundamente grata, eu aprendi a usar isso em meu favor, como uma força e diferencial em tudo o que faço. Afinal é fácil e gostoso pra mim. Adoro passar o final de semana lendo e estudando, é tipo o paraíso e hoje eu me assumo feliz assim.
E Serve pra que, afinal? Para o meu desenvolvimento constante e que impacta diretamente a qualidade e integridade do meu trabalho, onde compartilho o que aprendendo e experimento.

Hoje liberdade é estudar como parte do meu trabalho. De quebra tenho a possibilidade de me aprofundar ou conhecer mais temas que sou curiosa e apaixonada. Mais e Mais, nhami, nhami. E escolhi me especializar nos temas de desenvolvimento de pessoas e sustentabilidade e faço isso por amor e tesão também. Nerd is the new cool, kkkkkkk

Eu prestei 4 vestibulares diferentes e passei em 3, entre os 17-19 anos. Não passei em Jornalismo. Casei com um jornalista, irmão jornalista e amigos de uma vida jornalistas. More than enough, melhor assim. Cursei uns meses na Escola de Propaganda e Marketing, mas minha hipponguisse de esquerda, de vestidinho e chinelo não me permitiu continuar naquele ambiente ultra neoliberal. Fico feliz de me reconhecer ainda naquela menina que queria criar e viver numa comunidade autossustentável e agradeço ter feito essa escolha, difícil na época., claramente um caminho de sucesso. (aquele lá pré fabricado)
Indo pros colegas esquerda barbudos de chinelo, passei em 7º lugar na Unesp em Educação Artística mas optei pela História-USP, ó USP!, sem concluir o curso por poucos créditos; jogando muito pebolim e ouvindo Tom Zé nas greves anuais. Eu amo estudar história, só não era essa minha profissão. Deu tempo ainda de concluir uma formação linda em Artes Plásticas, pela escola PanAmericana. E comecei a pintar e ser artista.

Vivi como em E.T no meu meio social classe média burguesa, sem diploma até os 30 anos e com um peso enorme, pressões externas o tempo inteiro. Um atraso. Uma barreira. Nunca tive crachá nem cargo, nem mais dinheiro que o suficiente pra viajar de vez em quando pra Bahia de busão. Parei de pintar pra achar emprego. Morri um pouco ali.
Fui professora por mais de 10 anos. Dei aulas de inglês para todas as idades, de História, de Geografia e até de artes para criança.
Já “velha”, quase 10 anos depois, voltei para faculdade, pra resolver esse lance de não ter nem diploma nem carreira. Fui fazer administração de empresas, e até 10 em matemática financeira avançada eu tirei, tamanha a nerdice,( e amigas inteligentes e prestativas) pq quem me conhece sabe que esse negócio de números confunde minha cabeça, kkkkk. Sou e sempre serei do povo de humanas que faz miçanga.
Me formei, com aquele 10zão, ganhei uma best friend e parceira. Gritamos e vibramos juntas nossa conquista. Paguei minha dívida comigo, com o mundo, com o papa. Tinha um diploma e suas utilidades.

Esse diploma me arranjou empregos mas não uma carreira. Na verdade o fato de mandar bem no inglês me arrumou mais empregos que o diploma, embora não tenha nenhum diploma de proficiência, nem nunca feito um teste sequer, nem nunca morado em país de língua inglesa, e ainda assim trabalhando toda a vida corporativa em empresas multinacionais. E pra que modéstia, sou uma ótima professora de inglês.

Eu não queria os cargos das empresas. Queria uma empresa do meu jeito. Quando me desliguei do mundo corporativo, reconhecendo o completo não pertencimento.
Dai veio o sentido e a necessidade de descobrir meu mundo, cria-lo e realizar essa então possibilidade/vontade. Da concepção a gestação foram longos 9 meses pra dar luz a Horta no Pote.

E pra me reconectar ao meu mundo e poder criar uma nova realidade eu voltei a estudar. E voltei exatamente pra ponta que tinha ficado de fora 20 anos atrás. Intuitivamente. O vestibular que eu não prestei: Ecologia. Comecei a estudar agroecologia, permacultura, agricultura sustentável e sustentabilidade em diversos níveis. Paixão daquelas que até arrepia. Minha empresa nasce com todos esses valores. De alimentação saudável e orgânica, de uma cadeia segura e sustentável.
O projeto é incrível e desenhei com carinho cada detalhe. Eu acredito muito na Horta no Pote, mas enfrentei inúmeras dificuldades e gargalos em estar num mercado 2.5, tentando fazer as coisas do meu jeito e sozinha. Isso custa caro e decidi não abrir mão dos valores e postergar o projeto para um outro momento, outros recursos.
Me vi trabalhando com produto, com vendas, pela primeira vez, e não era esse o trabalho que queria pra mim. Meu produto não comunicava o valor e então não entregava o beneficio e impacto. E comecei a me questionar: Como, nessa nossa sociedade que vive uma crise de valores, fazer melhores escolhas; mais conscientes e responsáveis, conosco e com o meio ambiente? Como identificar, perceber e entregar valor?
Na jornada empreendedora, descobri o trabalho com propósito. De todo aprendizado e maluquice, ouvi duas coisas que me fizeram definitivamente buscar um outro caminho. Uma foi que meu negócio não era vender salada, era viver na natureza: “vai fazer isso que seu olho até brilha”. E a outra foi:” não tem nenhum problema dizer e fazer as coisas por amor. O mundo está precisando mais disso” . Foram duas frases que de certa forma me autorizaram a olhar para meu projeto de vida e reorganizar a prioridades dos empreendimentos. E foquei meu olhar nas pessoas.
Da investigação e contato com as pessoas que entrevistei, conversei, observei durante o desenvolvimento/posicionamento de impacto da Horta no Pote pude entender a complexidade e as reais dificuldades de realizar mudanças de estilo de vida. E nisso eu tinha reconhecimento e sucesso, independente de quantos potes eu vendi efetivamente.
Então como aproveitar o sucesso e levar o impacto desejado, de que pessoas experimentem saúde e qualidade de vida no seu dia a dia? Como possibilitar uma transformação e impactos mais efetivos e verdadeiros.? A resposta é possibilitar, orientando e dando os elementos e estratégias para fazer melhores escolhas, escolhas conscientes e positivas e assumir o protagonismo na transformação. E daí quem sabe, a salada faça parte

empoderamento
Da minha própria experiência de transformação então, eu entendi que o que fez e faz a diferença é o empoderamento. Eu não emagreci os 20 quilos por conta da salada – embora como estratégia de marketing fosse convincente – mas com as mudanças no estilo de vida. Foi entendendo como escolher melhor, como meu corpo funciona, assumindo mais responsabilidade pelas minhas escolhas e me desafiando.
Passei quase dois anos estudando alimentação saúdavel, alimentação natural, saúde integral, mindfulness, estilo de vida, emagrecimento e emagrecimento natural, hábitos. E fazendo minhas experiências e decidi então compartilhar o que aprendi num Programa de Empoderamento para mudanças positivas desajáveis e oferecendo mentoria e acompanhamento individualizado para quem deseja um estilo de vida saudável.

A intenção é olhar para cada indivíduo sua realidade e recursos, seus objetivos e ideais; apoiar e engajar as pessoas para que elas façam as melhores escolhas para que tenham mais qualidade de vida no seu dia a dia. Eu também sigo na minha jornada.
Apoiar a transformação de outras pessoas virou o foco do meu trabalho e também minha carreira, e que integra talentos, valores e propósito num projeto de vida.

Então esse diploma que acabo conquistar com muito orgulho, que diz que sou Professional Coach of Life Coaching é um papel que eu escolhi e que me escolheu.
Sigo com coragem criando meu caminho. Criando e co-criando realidades desejadas e sonhos. Engajando pessoas em mudanças positivas.

FotorCreated

 

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